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Precisamos falar sobre suicídio e depressão

21 MAR 2019
21 de Março de 2019
Quarta-feira, 13 de março de 2019. Um jovem morre ao se joga do sétimo andar do prédio do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seguindo um padrão estabelecido nos manuais de jornalismo, a imprensa carioca não dá uma nota sequer sobre o fato.

Na mesma semana pelo menos três jovens também cometem suicídios em Barra do Corda, cidade de 87 mil habitantes localizada a 444 km de São Luís do Maranhão. Com exceção dos blogs locais, mais uma vez a mídia silencia sobre as ocorrências.

Nestes casos impera a ideia de que a divulgação dos casos pode estimular outras pessoas a cometerem o mesmo ato. De fato, uma cobertura sensacionalista e despreparada pode gerar consequências irreversíveis. No entanto, eu particularmente tenho dúvidas se ocultar esse tipo de fato pode ajudar na sua solução.

É fato que nossos jovens vivem na sociedade atual uma pressão sem precedentes. Precisam a todo momento provar o seu valor, sem que muitas vezes tenham a possibilidade de manifestar suas angústias e ansiedades. O massacre de Suzano em São Paulo, ocorrido na última semana, em que dois jovens mataram 8 pessoas e depois tiraram as próprias vidas, parece ser uma prova disso.

Os suicídios são o resultado direto das pressões exercidas pela família e pela sociedade e que quase sempre é precedida por quadros profundos de depressão. A depressão, também chamada de "o mal do século", é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença que afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade do paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

No caso dos jovens, muitos pais, na ânsia de estimulá-los aos desafios da vida, acabam por promover cobranças insuportáveis sobre estes para que tirem boas notas na escola, passem no vestibular, escolham boas carreiras (muitas das quais suprirão muito mais os sonhos dos pais, do que dos próprios filhos), arrumem bons empregos etc.

Então ao contrário do que propõe a grande mídia, eu acho que nós devemos e precisamos falar sobre o suicídio, bem como uma de suas casas que é a depressão. Obviamente que a abordagem deve ser feita de forma respeitosa e responsável, mas ela deve ser feita sob o risco de vermos a cada dia jovens e mais jovens atentarem contra suas próprias vidas, bem como contra a vida de outros.

Por Chico de Paula, bibliotecário, jornalista e advogado

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